Espiral


Uma rua sem saída,

um lugar qualquer sem telhado,

é como levo essa minha vida.

Caminho e sempre chego ao ponto de partida.


Para que fazer rimas sem sentido?

Seria melhor se tudo caísse de vez.

Se bem que servem para dizer o que está contido,

prefiro isso a morrer de estupidez.


Para que serve tanto sofrimento?

Se parece que, com tão pouco tempo,

já conheço o que está por fora e por dentro.


Freneticamente levo tudo.

Ao parar, o corpo treme, instável,

como se não vivesse há um dia nesse mundo.

Pensar dessa forma é inevitável.


- Autoria: Lírio

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