Mesmo cercado, me vejo só. Nada parecia ter sentido. Eu me senti um grande egoísta. Só acabaria com a minha dor, e os outros? Não pude me desesperar, mesmo em meio a todo caos que fora a situação, mesmo sem motivo e razão, não pude soltar, nem desprender. Felicidade ou verdade? Viver na inocência era confortante. Situações em que preferia ficar como tolo, feridas que nunca irão tornar-se cicatriz, um passado que nunca se apagara. Era tudo confuso e nublado. Vivia no passado e ignorava o presente. Feito uma nuvem cinza, um mar turbulento, uma zona sem fim! Impossível de se encontrar. O relógio naquele tempo estava quebrado. Nunca pude dizer, engoli tudo calado. O tempo havia parado, não passava, era infinito. Ser solitário ao lado de tanta gente, como consigo? É porque vejo, mas não sinto. Diante delas, estou ausente. Nem enxergá-las posso. Será que vai encaixar? Não fui feito para ser encaixado. Mas não queria ficar assim eternamente, isolado até do meu próprio eu. Por que é tão d...
Comentários
Postar um comentário